NÚCLEO TECNOLÓGICO MUNICIPAL

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Cursos para formar professores terão carga horária maior e mais prática


Parecer é parte do pacote de medidas adotadas pelo governo no final do primeiro ano do Plano Nacional de Educação (PNE)

Agência Brasil
A formação dos professores será mais longa e mais voltada para a prática em sala de aula. É o que define parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE), que já foi homologado pelo Ministério da Educação (MEC) e que deverá ser colocado em prática em até dois anos, prazo para que os cursos em funcionamento se adequem às novas regras.

A homologação do Parecer 2/2015 é parte do pacote de medidas adotadas pelo governo no final do primeiro ano de vigência do Plano Nacional de Educação (PNE). Entre as mudanças está a exigência de uma carga horária maior para os cursos de licenciatura, que passam de 2,8 mil, o equivalente a três anos de formação, para 3,2 mil ou quatro anos de formação.

Para a segunda licenciatura, a duração é de 800 a 1,2 mil horas e os cursos de formação pedagógica para os graduados não licenciados devem ter a duração de 1 mil a 1,4 mil horas.  

Os futuros professores terão durante todo o curso atividades práticas, além do estágio supervisionado em escolas. “Há toda uma perspectiva de integração da educação básica e superior. Pensar a formação dos professores agora não é uma atribuição apenas das instituições de ensino superior, mas é uma parceria com a educação básica”, explica o relator do parecer, Luiz Fernandes Dourado.
Outra novidade, segundo o relator, é a uma maior integração entre a formação inicial dos professores e a formação continuada, oferecida aos docentes já formados. “Há uma busca por organicidade na formação inicial e continuada de professores. A formação envolverá as escolas e as secretarias de estado, além das instituições de ensino superior em atividades, cursos de extensão, atualização, aperfeiçoamento, especialização, mestrado e doutorado”, diz Dourado.

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O parecer traz dados de 2013. Eles mostram que 25,2% do total de 2,14 milhões de docentes não têm a formação em nível superior. A maior porcentagem está na educação infantil, que atende crianças de até 6 anos de idade, onde 40% não tem essa formação.

“A principal modificação é compreender que a docência é um ato que tem que ser aprendido. A relação teoria e prática está presente do primeiro ao último ano de formação”, analisa a presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped), Maria Margarida Machado
“Tenho que pensar que estou formando um professor licenciado para lidar com EJA [Educação de Jovens e Adultos], educação de campo e indígena, aspectos que envolvem a diversidade da docência no Brasil. As modalidades são trabalhadas não apenas na formação inicial, mas na continuada”, destaca.

O parecer é o primeiro passo para a Política Nacional de Formação dos Profissionais da Educação Básica, prevista no PNE. A proposta do MEC para a Política está em consulta públicana internet. O MEC está colhendo opiniões sobre cada uma das partes da proposta. A intenção é fortalecer o regime de cooperação entre União, estados e municípios para a formação de professores.
Entre as propostas em consulta está a de que estudantes que tenham financiado cursos de licenciatura possam pagar a dívida dando aulas em escolas públicas.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2015-07-12/cursos-para-formar-professores-terao-carga-horaria-maior-e-mais-pratica.html

Projeto visa aprendizagem com o uso de tecnologias nas escolas do município


Um projeto piloto de iniciativa da Secretaria Municipal de Educação proporcionará mudanças na aprendizagem de cerca de 1000 alunos. As escolas Paraíso, Profª Ana Cristina de Sena e Jurandir Liberino de Mesquita foram escolhidas para colocar em prática o projeto “Sala de aula digital –
O uso da TV e Vídeo como facilitador da aprendizagem” que visa a utilização destes instrumentos como recurso didáticos importante para auxiliar no processo de ensino-aprendizagem. Para a efetivação do projeto, todas as 36 salas de aula do ensino fundamental destas escolas receberam uma TV de Led 32 polegadas e um DVD. Foram investidos R$ 41.652 mil com recursos próprios. Segundo o Coordenador do Núcleo Tecnológico Municipal Nilton Matsui, será realizada uma formação continuada a cada dois meses. 

“O estudo quer propor procedimentos básicos para a utilização destes instrumentos como recurso didáticos importantes para auxiliar no processo de ensino-aprendizagem sabemos que estas tecnologias não são novas, mas o seu uso faz a diferença quando bem usadas”, informou. O projeto contará ainda com o apoio dos coordenadores pedagógicos no processo de acompanhamento dos planejamentos das aulas com seus professores. 

Para a secretária de Educação Gisele Faria de Oliveira, o investimento irá propor possibilidades pedagógicas. “É importante proporcionar aos professores e alunos possibilidades de aprendizagens e metodologias para melhorar a dinâmica do ensino”, ressaltou.


Fonte: http://www.soinformacao.com.br/educacao/projeto-visa-aprendizagem-com-o-uso-de-tecnologias-nas-escolas-municipio.html - Assecom.